sábado, 20 de outubro de 2012

Vivências com Leitura.


Olá,

Agora, nesta nova postagem, vamos dizer quais foram nossas experiências significativas com o ato de ler. Como fomos iniciados no deleite literário, enfim vamos contar nossas vivências com a leitura:

HENRIQUE AP. MARSON

A leitura pra mim é sobretudo um prazer fundamental, que é impensável não tê-lo. Com tal proposição já mostro o papel que a leitura desempenha na minha vida. Minhas experiências com a palavra escrita são todas prazerosas, as que não o foram possibilito duas opções: ou não as compreendi adequadamente; ou são ruins mesmo. Em minha casa não houve, por assim dizer, incentivo à leitura, pois meus pais não são leitores. Descobri esse prazer quase que por conta própria, cresci lendo a série Harry Potter, que me fez despetar para o gozo literário que hoje tenho o prazer do desfrute através de mestres como Tolstói, Borges, Garcia Márquez, Nietzsche, Platão, Machado de Assis, Saramago, Bukowski e tantos outros. A leitura é a condição para a construção do sentido, as obras literárias, para mim, são como o terreno através do qual semeio e germinam as sementes do sentido do mundo, são, acima de tudo, os frutos que colho e que me nutrem intelectualmente, ou dito em outras palavras, que me nutrem humanamente, pois não há algo que nos faz humanos senão a palavra, sobremaneira a palavra escrita. Os pensamentos são encarnados nos livros, as ideias que pululam a todo momento em nossas mentes podem se tornar carne e gênio na escrita, podem se tornar mais reais do que são à medida em que o outro pode também ter contato com elas, fazendo que sua realidade sofra uma expansão de mim ao outro, ou até mesmo à todos. O respeito, o reconhecimento do outro que tanto prezo, e que imagino que qualquer homem que se importe com a ética preze também, pode ser expresso de modo real e pleno na escrita, na escuta atenta ao que o outro tem a dizer, este que é o princípio básico da ética, do respeito. Em suma, a leitura me proporciona experiências ímpares, e em demasia, ao ponto que as encerro por aqui, pois todos nós temos alguma história para narrar daquele que é um dos aspectos intangeciáveis da nossa existência sem essência: a linguagem escrita.

GISELE BALIELO ZANATTA

Minha primeira experiência sobre leitura, se é que conta, é anterior à fase escolar. Tive contato com alguns livros que minha mãe lia para mim e meu irmão. Tínhamos uma coleção de Fábulas Encantadas (completas e não as adaptadas pela Disney) e outra do Sítio do Pica-pau Amarelo que encantaram minha infância de todas as formas possíveis. Quando minha mãe não podia ler, eu olhava as gravuras delicadamente traçadas e me encantava, principalmente, com as princesas e seus vestidos. Um exemplo desses livros serem tão marcantes foi que  meu vestido de casamento seguiu o mesmo modelo de um daqueles. Também tive a sorte de ter minha avó materna, Aurora, conhecida por vó Lola, que era uma contadeira de histórias de mão cheia. Fazia caras e bocas, vozes diferentes para cada personagem, ela era de outro mundo. As histórias que ela contava, eram populares e aprendera de ouvido. Através da internet, descobri que elas tiveram origem na idade média, como a “Cara de pau”( de origem russa) e o “Leite da Burra”( de origem portuguesa). Depois deram-me uma vitrolinha e disquinhos infantis. A sonoplastia era perfeita, grandes atores davam vida aos personagens, algumas histórias eram verdadeiros musicais, tudo parecia tão real e emocionante. Era o meu mundo fantástico, onde ria, chorava, lutava e me aventurava por mundos desconhecidos. Até aí foi pura fantasia.
        Na escola, conheci Cazuza (lido pela professora na classe), Meu pé de laranja lima, Heidi, Poliana, todas belas histórias, mas diferentes, mais realistas. Aprendi que a vida poder machucar muito as pessoas, e as pessoas também podem ferir-nos, é como se eu caísse das nuvens, mas amadureci. Os primeiros livros que comprei, escolhidos apenas por mim foram “Sabotagem no planeta vermelho” e “Puck, amazona”, escolhidos num catálogo que a professora da 5ª série nos mostrou para comprar. Eram caros naquela época. Eu tinha 10 anos e lembro o dia em que os livros chegaram, foi muita emoção. Adorei as histórias, eram de aventura.
       Para mim, o importante é fazer com que o aluno perceba, desde cedo, a importância do livro, tratá-lo como algo mágico mesmo. Principalmente para aqueles que não tiveram a sorte de ter incentivo em casa. A hora da leitura precisa ser vista como a mais importante da escola, a hora da “festa”. No futuro das crianças, a leitura deve ser vista como algo crucial para suas almas, pois é ela que os terá moldado.

ISABEL ELOISA NAVARRETE CATALAN

Minha primeira experiência com leitura foi aos sete anos, onde estudava em um colégio de freiras e ganhei um livro da turma da Mônica sobre a importância de ir à Igreja, era um livro bem pequeno e fino, e por ser meu primeiro livro, li e reli várias vezes, a cada leitura apareciam fatos novos que antes haviam passado despercebido, fiquei tão encantada com isso que comecei a ler todos os livros que eram dos meur irmãos, então li O menino Maluquinho, livros da coleção Vaga Lume que eu adorava, com sua histórias envolventes, lia e relia e meus pais me incentivam muito à leitura, lembro de ver meus pais lendo livros de ficção e depois comentando entre eles, achava isso fascinante. Minha mãe sempre me dizia uma frase que eu nunca vou esquecer e que sempre falo para meus alunos "Tudo, qualquer coisa que você queira saber, está escrito em algum lugar, basta procurar..."
Seguindo as palavras de minha mãe, lia tudo que meus professores pediam, tive a chance de ter professores ótimos que incentivavam a leitura, a escola exigia que em cada matéria, o professor direcionasse dois livros por ano.
Hoje, acho uma pena que os alunos não queiram ler, acredito que não é falta de incentivo, mas a sociedade mudou, diante da revolução tecnológica que vivemos dia após dia, os interesses dos alunos se limitam as redes sociais, e-mails que muitas vezes não acrescentam nada e a triste realidade que vejo é que diante de tanta bagagem literária que a internet oferece, não há interesse desses alunos buscarem conhecimentos, ao contrário, tenho a sensação de que há uma barreira que eles colocam diante dos olhos, onde o único interesse são as redes sociais e a vida das pessoas.

JANETE ANGELO

Comecei a ler aos cinco anos, minha querida mãe me incentivava muito, comprava vários gibis da turma da Mônica, então, quando começava ler, era tudo tão emocionante, tão mágico. Até os dias de hoje adoro ler gibis e literatura juvenil.

Um comentário:

  1. A primeira etapa está ok...somente a Janete precisa completar o depoimento.

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